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Cinema, como não amar?

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A partir de constantes avanços em estudos experimentais sobre fotografia, em 1895, na França, os irmãos Lumière originaram o que se tornaria uma das linguagens mais extraordinárias do final do século XIX, que daria início ao que hoje conhecemos como cinema e todos os seus derivados. Possibilitaram uma nova era de grandes espetáculos, expectativas e expressões. Sua popularidade a princípio, fez com que críticos torcessem o nariz e não a considerassem uma arte, pelo menos não a altura das demais expressões mais clássicas e aclamadas como artes cênicas, por exemplo, o que a julgou precipitadamente depreciativa.

Apesar de qualquer impacto crítico que tenha sofrido no início, devido tanto a originalidade da idéia quanto seu potencial de popularidade, haviam grandes cabeças perspicazes que logo perceberam a genialidade e a mágica do negócio, principalmente os norte americanos com sua sempre notável habilidade de transformar tudo em produto. A princípio salas de exibição, e também depois com o advento do Home-Vídeo. Com o tempo e o declínio dos Vaudevilles, assistir um clássico como “Cantando na Chuva”, com todos seus números fantásticos no cinema, não era apenas uma experiência única, era também um grande evento social.

Por mais rudimentar que alguns clássicos pareçam hoje, algumas técnicas foram essenciais para o desenvolvimento da sétima arte, por apresentarem diferentes conceitos e referências tanto estilísticas quanto tecnológicas. Fade ins, Fade outs, e tantos outros elementos, tornaram o cinema uma grande, recente e promissora indústria de possibilidades. Sua grandeza se deve também a natural habilidade de denunciar o tempo, os costumes, e os principais registros de uma época, na forma mais encantadora, onde imagens dizem por si só, pois a princípio o cinema era mudo, somente em 1927 com “O Cantor de Jazz” é que pôde se ouvir simultaneamente o que os atores queriam dizer ao invés de lerem letreiros ao som de uma orquestra. O que as mulheres vestiam em 1923? , quais eram os maiores galãs dos anos 50? , qual era o estereótipo de família perfeita no começo do século passado? Parte dessas perguntas e de muitas outras foram respondidas de forma honesta a um público a princípio bastante inocente, outra, baseada em interesses comercias, publicitários, a qual o cinema se vendeu, se financiou, porém por fim cresceu.

O cinema evoluiu, e evoluiu rápido, seu principal caminho foi seguir um rumo onde o impossível sempre estava a um passo de ser fisgado. Sua versatilidade serviu de atrativo para incorporar as outras demais linguagens, era possível ver os figurinos que Edith Head criava, e também era possível assistir grandes astros do teatro no telão. Assistimos efeitos de Chroma Keys mal realizados a grandes obras do CGI, da animação, tramas inusitadas, de grandes documentários, o que para os entusiastas e cinéfilos serve tanto para assistir e analisar sua crescente e veloz evolução, quanto para nutrir as esperança de um dia unir grandes nomes do passado em uma obra inédita. Toda esta fantasia lúdica, artística e criativa, a qual o cinema sempre se propôs, em um contexto social, foi extremamente importante, seja para reafirmar valores, ou trazer esperança. Tudo isto condensado na singela e mais pura forma de entretenimento, a grande arte verdadeiramente popular e acessível. Walt Disney nos ensinou a acreditar em ratos falantes quando pequenos, então, por que não ter a esperança de poder um dia assistir a uma comédia romântica estrelada por Marilyn Monroe e Jude Law? Eis as expectativas das quais somente a sétima arte é capaz de criar em cada um de nós.

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